Projeto ‘Cuidado em Casa’ Marca Avanço na Política Nacional de Cuidados no Brasil

Imagem meramente Ilustrativa

A Política Nacional de Cuidados, implementada pelo Governo Federal, começa a surtir efeitos positivos com a criação do projeto-piloto “Cuidado em Casa”, voltado ao atendimento domiciliar de pessoas idosas.

Programa Cuidando em Casa:

O projeto nasceu de uma parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a (Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) com o Ministério Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), que será testada em três municípios e atenderá inicialmente cerca de 300 idosos por local. 
  • Fortaleza. (CE)
  • Colombo (PR)
  • Juazeiro (BA)
O projeto combina serviços de saúde e assistência social no domicílio, buscando aumentar a autonomia dos idosos e reduzir a sobrecarga dos cuidadores familiares. Além disso, o programa responde ao envelhecimento acelerado da população brasileira e tem como objetivo fortalecer a integração entre o SUS e o SUAS, aprimorando o modelo de cuidado para futura expansão em todo o país.

De forma geral, essa ação faz parte do Plano Nacional de Cuidados (“Brasil que Cuida”), que busca reconhecer o cuidado como um direito e uma responsabilidade compartilhada entre Estado, famílias e sociedade.


Conclusão:

Em minha análise entendo que na prática, a política não substitui o cuidador familiar, mas transforma sua realidade ao oferecer suporte técnico, treinamento, acompanhamento contínuo e integração com a rede pública, transformando um cuidado solitário e exaustivo em um cuidado compartilhado.

É importante entender que o programa reduz a sobrecarga, mas não redur o tempo dedicado dedicado ao cuidado familiar e não garante um descanso formal. Ou seja, alivia, (mas não substitui o trabalho do cuidador familiar).

Para nós cuidadores, o projeto não visa contratar cuidadores profissionais diretamente, mas estruturar uma rede pública de apoio ao cuidado, mantendo a responsabilidade cotidiana com a família e talvez utilizar os profissionais que já fazem parte da rede pública, para atuar como suporte técnico ou orientador, enquanto o cuidado cotidiano permanece sob responsabilidade da família (não de substituição do cuidado familiar).

Referências:

BRASIL. Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Política Nacional de Cuidados avança com projeto piloto de atendimento domiciliar para pessoas idosas. Brasília, 30/03/2026. Disponível em: <https://www.gov.br/mds/pt-br/noticias-e-conteudos/desenvolvimento-social/noticias-desenvolvimento-social/politica-nacional-de-cuidados-avanca-com-projeto-piloto-de-atendimento-domiciliar-para-pessoas-idosas>. Acesso em: 2 abr. 2026.

BRASIL. Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Projeto piloto de cuidado domiciliar para pessoas idosas tem início em três municípios. Brasília, 10/03/2026. Disponível em: <https://www.gov.br/mds/pt-br/noticias-e-conteudos/desenvolvimento-social/noticias-desenvolvimento-social/projeto-piloto-de-cuidado-domiciliar-para-pessoas-idosas-tem-inicio-em-tres-municipios>. Acesso em: 2 abr. 2026.

FERREIRA, Luiz Cláudio. Três cidades recebem projeto piloto de atendimento de idosos em casa. Agência Brasil, Brasília, 11/03/2026. Disponível em: <https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/tres-cidades-recebem-projeto-piloto-de-atendimento-de-idosos-em-casa>. Acesso em: 2 abr. 2026.

BRAZ, Érica. Projeto-piloto de cuidado domiciliar para pessoas idosas tem início em três municípios. Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), DF, 11/03/2026. Disponível em: <https://soundcloud.com/mindesenvolvimento/projeto-piloto-de-cuidado>. Acesso em: 2 abr. 2026.

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